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Curso de Agroecologia previsto para o segundo semestre

Primeira turma do curso técnico deve disponibilizar 45 vagas

A Escola Técnica de Agroecologia de Rio Claro deverá iniciar suas atividades no segundo semestre deste ano. Essa informação foi divulgada pelo deputado estadual Aldo Demarchi, depois de participar na última terça-feira (27), em São Paulo, de uma reunião com a superintendente do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), Laura Laganá. Também estiveram no encontro Sérgio Litholdo, diretor de Silvicultura da Secretaria Municipal de Agricultura de Rio Claro, a diretora da Faculdade Messiânica, Rita Laura Cavalcante, e as representantes da Fundação Mokiti Okada, Sakae Kinjo, e da Korin Agropecuária, Cecília Mendes, além do assessor técnico de gabinete da Superintendência do Centro Paula Souza, Aguinaldo Silva Garcez.

Etapas do Curso de Agroecologia “Pedro Partezan”

Embora não estejam definidos todos os detalhes do curso de agroecologia, já ficou acertado que ele será dividido em três módulos. Ao concluir o primeiro e o segundo, o aluno receberá um certificado de Auxiliar Técnico. Se concluir o terceiro, será diplomado Técnico em Agroecologia. Os envolvidos no projeto estabeleceram ainda que as aulas serão ministradas na Escola Agrícola de Ajapi e que o curso receberá a denominação de “Pedro Partezan”, empresário falecido em janeiro de 2011 e pioneiro na agricultura natural em Rio Claro e região.

Os próximos passos da iniciativa envolverão, entre outras coisas, a definição exata do papel de cada instituição no convênio, que será formalizado por meio de lei específica, a contratação de professores e a seleção dos estudantes para as 45 vagas que deverão ser ofertadas na primeira turma. Levantamento realizado meses atrás apontou a existência de aproximadamente 360 interessados.

Incentivador de métodos de plantio que resultem em alimentos mais saudáveis há pelo menos 35 anos, Aldo Demarchi acredita no sucesso do curso.

“Sabemos o quanto o setor tem a colaborar com a sociedade, por um meio ambiente melhor e uma saúde de qualidade”, afirma o deputado, um dos coordenadores da Frente Parlamentar de Agroecologia e Produção Orgânica.

O trabalho da Frente resultou no projeto de lei 236/2017, que foi aprovado em dezembro passado na Assembleia Legislativa e deverá ser sancionado em breve pelo governador Geraldo Alckmin.

“As iniciativas para o fortalecimento do setor agrícola sempre terão nosso apoio”, declarou recentemente o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, que determinou estudos para que a produção orgânica seja incorporada à alimentação na rede municipal de ensino.

Mais de 30 anos de incentivo à agroecologia

Incentivar a agroecologia é um dos principais compromissos do deputado Aldo Demarchi. Ele é um dos políticos mais atuantes neste setor e, há mais de 30 anos, deu início a um projeto pioneiro no Estado de São Paulo. Então prefeito de Rio Claro na década de 80, Aldo implantou uma horta orgânica no Horto de Ajapi, por meio de convênio com a Fundação Mokiti Okada.

Livres de agrotóxicos, os alimentos foram inseridos na merenda de alunos das escolas públicas de Rio Claro e distribuídos também a famílias assistidas por entidades assistenciais do município.

Até hoje, a horta é referência no setor e congrega, em um só espaço, alimentação saudável e educação. Além de ser usado em atividades práticas dos alunos da Escola Agrícola que funciona no Horto, o local também fará parte do aprendizado dos estudantes da Escola Técnica de Agroecologia de Rio Claro, que está em fase de implantação no local pelo Centro Paula Souza.

É do deputado Aldo Demarchi também o projeto de lei para instituir o Programa de Incentivo ao Sistema Orgânico de Produção Agropecuária e Industrial no Estado de São Paulo. A proposta foi aprovada e originou a lei 12.518, em 2007, que prevê incentivos fiscais aos produtores orgânicos de São Paulo, priorizados também na obtenção de créditos agrícolas administrados por instituições estaduais.

Educação é a base de tudo

O programa Horta nas Escolas também nasceu de um projeto apresentado pelo deputado Aldo Demarchi na Assembleia Legislativa do Estado, em 2009.

“Inserir crianças e adolescentes em práticas mais saudáveis é garantir que as gerações futuras sejam mais conscientes e seletivas com relação ao que fará parte de sua dieta alimentar”, observa o deputado estadual Aldo Demarchi.

Sem agrotóxicos, as verduras e legumes produzidos nas hortas escolares são inseridas na merenda servida aos próprios alunos, que multiplicam a importância da alimentação mais saudável também na casa onde moram.

A preocupação com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente motivaram o deputado a propor o projeto de lei que estabeleceu o Selo Verde no Estado de São Paulo. O selo, oficializado pela lei 11.878, de 19 de janeiro de 2005,é destinado a empresas que realizam ações e projetos de combate aos desperdícios dos recursos naturais.

Frente Parlamentar reuniu membros de vários segmentos

Na Assembleia Legislativa, o deputado Aldo Demarchi encabeçou a formação da Frente Parlamentar em Defesa da Produção Orgânica e Desenvolvimento da Agroecologia, em 2012.

O grupo contou com 53 integrantes e reuniu, além de deputados, representantes acadêmicos, produtores e órgãos ligados ao poder público. Todos unidos por um único ideal: oferecer mais suporte ao setor produtivo de orgânicos, facilitar a distribuição e a chegada desses alimentos livres de agrotóxicos à mesa dos paulistas.

Os trabalhos da Frente culminaram com a apresentação do projeto de lei 236, de 2017, que instituía a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Peapo).

O documento foi aprovado e sancionado pelo Governo do Estado em março de 2018 e é considerado um marco na agricultura em São Paulo, por estabelecer mecanismos para que o Estado incentive produtores já certificados ou em período de transição, como criação de linhas de crédito especial, subsídios e concessão de benefícios tributários para empreendimentos, produtos, insumos, tecnologias e maquinário voltados ao setor.

“Nós queremos também que ela estimule a formação e desenvolvimento de grupos e redes de consumo responsáveis e agroecológicos. São essas redes que difundem a importância do consumo de alimentos mais saudáveis e fortalecem a produção por meio do modelo CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura)”, observa o deputado.

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