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Deputado Aldo Demarchi participa de solenidade do dia 9 de julho

Deputado Aldo Demarchi participa de solenidade em comemoração ao dia 9 de julho.

A convite do Clube 21IrmãosAmigos, entidade dedicada ao civismo, o Deputado Aldo Demarchi participou como orador oficial na solenidade comemorativa aos 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, realizada em Rio Claro. Segue abaixo o artigo publicado na edição de sábado do Jornal Cidade e que serviu de base para o seu discurso.

Bravura paulista (ALDO DEMARCHI)

Muita gente considera o feriado desta segunda-feira simplesmente um prolongamento do fim de semana. Enquetes realizadas por veículos de comunicação apontam que boa parte da população não faz idéia de que neste 9 de julho chegamos aos 86 anos do Movimento Constitucionalista de 1932, considerado o maior confronto militar ocorrido em nosso País no século vinte. A data representa um marco importante na história do Estado e do Brasil, pois a partir da luta e do sacrifício de muitos cidadãos abnegados conseguimos uma nova constituição e uma nação mais democrática.

Getúlio Vargas ocupava na época a presidência da República devido a um golpe de Estado, aplicado após sua derrota para o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais de 1930. Uma das principais causas do conflito foi a ruptura da política do café com leite – alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República velha (1889-1930). Fora do poder, a classe dominante de São Paulo passou a exigir do governo federal maior participação nas decisões.

Como resposta, o caudilho gaúcho não apenas se negou a dividir o comando como ameaçou reduzir o poder dos paulistas dentro do próprio Estado de São Paulo, com a nomeação de um interventor pernambucano para governar o Estado. E o que os paulistas fizeram? Aceitaram passivamente as arbitrariedades de Getúlio Vargas? Não! Pegaram em armas e defenderam com sangue os seus ideais, o que resultou no conflito que opôs São Paulo ao resto do país.

Vários jovens morreram na luta pela constituição. Entre eles, destacam-se quatro estudantes que representam a participação da juventude no conflito: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, o célebre MMDC. Mortos durante manifestação na Praça da República em 23 de maio, tornaram-se mártires da revolta que marcou a vida de outros milhares de paulistanos e brasileiros.

O desequilíbrio entre as forças governistas e constitucionalistas era grande. O governo federal tinha o poder militar e os rebeldes contavam apenas com a mobilização civil. As forças de Getúlio dispunham de 250 canhões e 24 aviões, contra 44 canhões e sete aviões. Além disso, os reforços prometidos pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso não vieram, e São Paulo perdeu a guerra após três meses de batalhas em que morreram pelo menos 630 rebeldes paulistas e 200 soldados federais.

Rio Claro teve participação de destaque no movimento revolucionário, pois além dos homens e mulheres que pegaram em armas ou atuaram em atividades de apoio, as oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro foram responsáveis pela produção de boa parte dos carros de combate e material bélico. Por esse heroísmo de nossos concidadãos, deixo aqui registradas minhas homenagens a todos aqueles que ergueram bem alto a bandeira de São Paulo e mantiveram acesa a chama da democracia.